Como usei Codex + Cursor para desenvolver o site do Sprintzei (do zero ao deploy)
Neste post eu quero ser direto e prático: como eu usei IA de verdade para desenvolver o site do Sprintzei, sem hype, sem “prompt mágico”, e sem fingir que a IA fez tudo sozinha.
O stack foi simples:
- Cursor como editor e gerador de código bruto
- Codex como cérebro para geração e refino de código
- Next.js (App Router)
- Deploy na Vercel
O foco não foi “programar menos”, foi programar melhor e mais rápido.
O erro mais comum ao usar IA para programar
A maioria das pessoas usa IA assim:
“Crie um site X com Y e Z”
Resultado: código genérico, arquitetura fraca e zero controle.
Eu fiz o oposto.
Usei o Codex como engenheiro auxiliar, não como substituto.
Passo 1 – Definição clara antes de qualquer código
Antes de abrir o Cursor, eu já tinha isso definido em texto:
- O que é o Sprintzei
- Qual dor ele resolve
- Qual é a promessa principal
- O que não precisava existir no MVP
Isso é crucial porque IA não decide produto por você.
Ela só executa bem decisões já tomadas.
Passo 2 – Cursor como ambiente, não só editor
O Cursor muda o jogo porque ele:
- entende o contexto inteiro do projeto
- refatora múltiplos arquivos
- mantém consistência entre componentes
Eu não pedi “crie um site”.
Eu pedi coisas como:
- “Crie a landing page baseada nesse posicionamento”
- “Refatore esse layout para ficar mais direto e converter melhor”
- “Simplifique esse componente mantendo a semântica”
- “Adicione o serviço para conectar a API de pagamentos”
Sempre com escopo pequeno.
Passo 3 – Codex como par programador
O Codex foi usado principalmente para:
1. Gerar estrutura inicial
- layout da landing page
- seções principais
- copy inicial (que depois eu refinei)
2. Ajustes incrementais
Em vez de aceitar o código cru, eu fazia:
- “Isso está complexo demais, simplifique”
- “Esse componente está genérico, torne mais específico para o produto”
- “Extraia isso para um componente reutilizável”
Esse loop é onde a produtividade explode. Eu não sou um vibe coder, sou um vibe engineer. Sei o que diferencia um código bom de um código ruim. Uso meu conhecimento em engenharia de software para aprimorar os resultados da IA.
Passo 4 – IA também para copy e UX
Não usei IA só para código.
Usei para:
- melhorar headline
- cortar texto fraco
- deixar a mensagem mais direta
- alinhar copy com a dor real do usuário
Sempre revisando depois.
IA propõe, eu decido.
O que a IA NÃO fez (e você não deve esperar)
A IA não:
- decidiu o produto
- validou a ideia
- escolheu o posicionamento
- teve senso crítico sozinha
Quem espera isso vai sempre achar que “IA não funciona”.
Resultado final
Com esse fluxo:
- desenvolvi o site muito mais rápido
- evitei overengineering
- mantive controle total da arquitetura
- consegui sair do zero para algo público e real
Se você é dev e ainda está usando IA só para snippets soltos, está deixando muito dinheiro e tempo na mesa.
Pronto para ver isso em ação?
Esse site não é um template genérico nem um experimento solto.
Ele foi construído do zero usando IA como parceira real de desenvolvimento, exatamente como descrevi acima.
Se você é dev e quer sair do zero mais rápido, esse é o tipo de fluxo que faz a diferença.

