Daniel Peixoto – Backend & Cloud Developer

Portfólio, blog e CV de Daniel Peixoto, desenvolvedor backend especializado em Node.js, TypeScript e AWS

Como usei Codex + Cursor para desenvolver o site do Sprintzei (do zero ao deploy)

Neste post eu quero ser direto e prático: como eu usei IA de verdade para desenvolver o site do Sprintzei, sem hype, sem “prompt mágico”, e sem fingir que a IA fez tudo sozinha.

O stack foi simples:

  • Cursor como editor e gerador de código bruto
  • Codex como cérebro para geração e refino de código
  • Next.js (App Router)
  • Deploy na Vercel

O foco não foi “programar menos”, foi programar melhor e mais rápido.


O erro mais comum ao usar IA para programar

A maioria das pessoas usa IA assim:

“Crie um site X com Y e Z”

Resultado: código genérico, arquitetura fraca e zero controle.

Eu fiz o oposto.

Usei o Codex como engenheiro auxiliar, não como substituto.


Passo 1 – Definição clara antes de qualquer código

Antes de abrir o Cursor, eu já tinha isso definido em texto:

  • O que é o Sprintzei
  • Qual dor ele resolve
  • Qual é a promessa principal
  • O que não precisava existir no MVP

Isso é crucial porque IA não decide produto por você.
Ela só executa bem decisões já tomadas.


Passo 2 – Cursor como ambiente, não só editor

O Cursor muda o jogo porque ele:

  • entende o contexto inteiro do projeto
  • refatora múltiplos arquivos
  • mantém consistência entre componentes

Eu não pedi “crie um site”.
Eu pedi coisas como:

  • “Crie a landing page baseada nesse posicionamento”
  • “Refatore esse layout para ficar mais direto e converter melhor”
  • “Simplifique esse componente mantendo a semântica”
  • “Adicione o serviço para conectar a API de pagamentos”

Sempre com escopo pequeno.


Passo 3 – Codex como par programador

O Codex foi usado principalmente para:

1. Gerar estrutura inicial

  • layout da landing page
  • seções principais
  • copy inicial (que depois eu refinei)

2. Ajustes incrementais

Em vez de aceitar o código cru, eu fazia:

  • “Isso está complexo demais, simplifique”
  • “Esse componente está genérico, torne mais específico para o produto”
  • “Extraia isso para um componente reutilizável”

Esse loop é onde a produtividade explode. Eu não sou um vibe coder, sou um vibe engineer. Sei o que diferencia um código bom de um código ruim. Uso meu conhecimento em engenharia de software para aprimorar os resultados da IA.


Passo 4 – IA também para copy e UX

Não usei IA só para código.

Usei para:

  • melhorar headline
  • cortar texto fraco
  • deixar a mensagem mais direta
  • alinhar copy com a dor real do usuário

Sempre revisando depois.
IA propõe, eu decido.


O que a IA NÃO fez (e você não deve esperar)

A IA não:

  • decidiu o produto
  • validou a ideia
  • escolheu o posicionamento
  • teve senso crítico sozinha

Quem espera isso vai sempre achar que “IA não funciona”.


Resultado final

Com esse fluxo:

  • desenvolvi o site muito mais rápido
  • evitei overengineering
  • mantive controle total da arquitetura
  • consegui sair do zero para algo público e real

Se você é dev e ainda está usando IA só para snippets soltos, está deixando muito dinheiro e tempo na mesa.

Pronto para ver isso em ação?

Esse site não é um template genérico nem um experimento solto.
Ele foi construído do zero usando IA como parceira real de desenvolvimento, exatamente como descrevi acima.

Se você é dev e quer sair do zero mais rápido, esse é o tipo de fluxo que faz a diferença.